Caracterização

A freguesia de Cordinhã está situada na zona Leste do Concelho de Cantanhede a cerca de sete quilómetros da Cidade de Cantanhede, sede de Concelho. Com a área de 9,93Km2 e uma população presente de 1 034 pessoas (segundo ultimo levantamento em 2011).
 
A freguesia é composta por Cordinhã, Ourentela, Azenha (quase fundida com o lugar de Ourentela) e Rosela, composta por dois pequenos aglomerados de casas.
Esta freguesia tem por vizinhos a freguesia de Ourentã, a Norte, Murtede a Nascente, Portunhos e Barcouço (Distrito de Aveiro) a Sul, e Cantanhede a Poente. Apresenta-se na sua configuração semelhante, à forma abrupta, de um CORAÇÃO HUMANO.
 
A nível climático, a freguesia apresenta características Mediterrânicas/Atlânticas, defenidas por Verões com dias quentes e noites frescas.
 
Possui colinas suaves, soalheiras e barrentas, onde se encontram implantadas as vinhas. A vinha é cultivada, predominantemente, em solos de natureza argilosa e/ou argilo-calcária, também denominado de “Bárrios”, donde advém o nome de Bairrada.
 
Cordinhã no passado, julga-se ter sido antigas praias e terraços fluviais, aparecendo várias notas com referências geológicas às “Areias de Cordinhã” e “Areias de Arazede”, também predominantes nesta Freguesia. De acordo com António Chambel (1987) a região “Terá sido, portanto, uma antiga zona marítima que pouco a pouco, foi sendo preenchida e agora emersa.” Estes arenitos, datados da era Cenozóica, apresentam-se recobertos por terrenos aráveis, planícies, ligeiramente acidentadas, usadas para o cultivo, essencialmente, de batata, milho, nabo e couve. Encontra-se integrada na “Plataforma de Murtede – Cordinhã”, considerada como possivelmente de idade Plaisanciano-Astiano.
 
Ao nível da Hidrografia, a freguesia é banhada por duas ribeiras: a Ribeira das Forcadas e a Ribeira da Várzea.         
 
A Ribeira das Forcadas, após a junção com a Ribeira de Pelâmes irá drenar no Rio Vouga, localizando-se a Noroeste da freguesia.
 
A Ribeira da Várzea, corre no sentido Norte-Sul, localiza-se a Sudoeste de Cordinha e acolhe vários cursos de água, alguns sazonais, indo juntar-se à Vala de Ançã para mais tarde ser acolhida pelo Rio Mondego.
 
As águas drenam para o Rio Vouga, mais propriamente para a Ria de Aveiro, ou para o Rio Mondego, consoante se encontre a Norte ou a Sul da linha de caminho de ferro, ramal da Figueira da Foz via Pampilhosa, antiga linha da Beira Alta.
 
OROGRAFIA:
As principais elevações,, situam-se em 3 pontos:
Monte do Baloiro, situado a oeste da Freguesia, e tem com 101 metros de altitude.
Monte dos Cumiais, a sudoeste da Freguesia, com e tem 106 metros de altitude (a nascente do campo de futebol).
 
Quinta do Olival, a leste de Cordinhã com 122 metros de altitude, constituído por uma pequena colina. Este ponto onde se encontra implantado um marco Geodésico, é o ponto mais alto da Freguesia. 
 
ECONOMIA
Cordinhã, inserida na Região da Bairrada, cultiva nos seus solos argilo-calcários a vinha, produzindo vinhos de alta qualidade, sendo posta à prova nos concursos de vinhos de Cordinhã e nas Feiras do Vinho e da Gastronomia.
 
Ao nível da produção vínica a freguesia com um enorme potencial, encontra-se representada a nível nacional e internacional pela “Quinta de Baixo”.        
A “Quinta de Baixo” merece o nosso destaque pela qualidade dos seus vinhos, tendo sido contemplada ao longo de anos por muitos prémios, atribuídos por várias entidades tais como a Confraria dos Enófilos da Bairrada, tendo conquistado vários 1-º prémios entre tintos e brancos Bairrada.
 
A revista de vinhos atribuiu o prémio excelência para os vinhos tintos da colheita de 1998 e 2001.
 
Além do bom vinho esta freguesia de gente humilde e trabalhadora também é rica em terrenos férteis, solos excelentes para a cultura de hortícolas (nabos e couves), milho e batatas.
Tendo por base um artigo publicado no Jornal Independente de Cantanhede em 23 de Julho de 1996 da autoria de Adérito Machado. Dizia assim:”...Neste ano, calcula-se que tinham sido semeados na freguesia de Cordinhã 4.000 sacos de batata de semente; sabendo-se que cada saco produz em média 50 sacos de batatas, então, logo foram produzidos cerca de 200.000 sacos correspondente a 400.000 arrobas; traduzindo para kg dá uma produção de 6.000.000 kg ou seja 6.000 toneladas. Como se constata, podemos seguramente afirmar que Cordinhã é uma das maiores freguesias a nível nacional a produzir batatas...”
 
Realidade, que actualmente já foi alterada devido ao preço reduzido pago por este tubérculo.
 
Também a suinicultura teve um maior desenvolvimento na década de 80 e 90 do século passado, sendo actualmente uma importante fonte de rendimento da população activa da freguesia, onde 85% se dedica em exclusivo ao sector primário, essencialmente à agricultura.
 
A freguesia também possuí um Mercado Dominical com excelentes instalações para venda de produtos alimentares e uma área asfaltada para montagem de tendas de venda de diversos artigos ao ar livre. Estando sob a administração da Junta de Freguesia, entidade que coordena e gere o mercado desde o dia 30 de Novembro de 1991 (dia da 1-ª feira).
De momento anseia a Junta de Freguesia pela implantação de uma Zona Industrial no limite da freguesia, como forma de projectar a freguesia e melhorar a situação económico-social da população da freguesia.