Turismo

Cordinhã, onde dia-a-dia a mão do homem vai esculpindo a natureza de forma sublime, como que a querer deixar-nos surpreendidos, rendidos a beleza da obra.
Cordinhã é um lugar para sentir.
 
Não basta falar dela, contar a sua história ou descrever a sua paisagem. O mistério que envolve os trabalhos nas vinhas, o cultivo da terra e a sabedoria secular dos vinhos; o seu povo peculiar, cuja hospitalidade e simpatia é reconhecida, enfim, tudo isto e muito mais onde as palavras não chegam.
 
Por certo, são muitos os motivos para uma visita a esta verdadeira “Capital do Tinto”, onde, segundo Paul Claudel,  “há mais de mil anos de história num garrafa de vinho”.
 
Á saúde vai um copo…. Boa viagem.
 
Locais de interesse turístico:
 
- Pista de atletismo
 
- Campo de futebol
 
- Ginásio
 
- Vinhas
 
- Trilhos de Cordinhã
 
- Adega Típica
 
- Igreja paroquial
 
- Espécies Cinegéticas;
O acto de caçar terá tido, em tempos ancestrais, uma das actividades fundamentais do homem, consistindo na simples captura de exemplares da fauna bravia, tendo em vista fundamentalmente a alimentação, o vestuário e a defesa do grupo. Actualmente, as circunstancias são completamente diferentes e a conservação das espécies vem assumindo um papel cada vez mais importante. Existe, nesta Freguesia, em parceria com a Freguesia de Murtede, o clube de caça e tiro de Cordinha, que fomenta e conserva as espécies de caça existentes nas duas freguesias e são elas: 
 
+ Caça menor: Coelho bravo, lebre, raposa
 
+ Aves: Perdiz, pega, gaio, corvo, melro
 
+ Aves migratórias: Rola comum, galinhola, codorniz, pombo bravo, tordo
 
+ Ao nível da caça maior já não causa admiração os relatos sobre javalis, animais existentes na Freguesia desde á alguns anos a esta parte, pelo que não é rara a detecção por vezes de ninhadas.
 
+ Aves de rapina: Milhafres e peneireiros (diversos), corujas e mochos (nocturnos)
 
Regresse sempre que puder, pois nesta terra e nesta gente há “memórias” que alegram o coração do homem…
 
Para um povo com um passado histórico como é o caso da Freguesia de Cordinha, os aspectos gastronómicos adquirem um forte valor tradicional que importa preservar e fomentar.
 
A acompanhar qualquer refeição, indispensável é o bom vinho de Cordinhã, onde a famosa casta Baga Bairradina faz nascer um maravilhoso tinto, apreciado por muitos enólogos nacionais e estrangeiros.
 
Por todo este património, lutamos ano após ano, através da feira do vinho e gastronómica da Cordinhã, tentando perpétuar aromas, sabores, usos e costumes de um povo que por paixão trabalha a terra.
 
GASTRONOMIA
Cordinhã integrada na Região Demarcada da Bairrada, adquiriu ao longo dos anos, através do conhecimento, das tradições culturais e gastronómicas, uma qualidade já reconhecida no mundo dos vinhos, como provam os prémios conquistados nos concursos inter-freguesias e pela empresa Quinta de Baixo no concurso dos Enófilos da Bairrada.
 
A tradição dos vinhos da Bairrada remonta ao início da nacionalidade, quando D. Afonso Henriques autorizou a plantação da vinha, ficando com uma parte da produção para consumo próprio.
 
A zona da Bairrada, “país das uvas” e de grandes vinhos é especialmente vocacionada para a vinha, muito embora o Marquês de Pombal pretendesse ver esta cultura substituída pela de cereais, batalha a que os Bairradinos conseguiram resistir e souberam impor a sua vontade. Nos alvarás de 1765 e 1767 emanados pelo Marquês de Pombal, é ordenado o arranque de vinhas de forma violenta, não poupando sequer a colheita do ano que estava em curso.
Mais tarde, já em finais do século XIX, nova crise abala a nossa região provocada pela Filoxera e o Míldio.
 
Hoje esta mesma região luta contra nova crise, ao ponto de não  ser rentável o amanho da vinha, mas melhores dias virão para o vitivinicultor habituado a grandes dificuldades e desafios, mas sempre confiante no futuro.
 
Ninguém fica indiferente à magia dos vinhos de Cordinhã. Quem um dia teve o privilégio de visitar a tradicional adega em plena laboração, jamais esquecerá os suaves aromas das uvas e o amor com que são tratadas pelo viticultor. Para quem a vida é uma aventura e cada colheita é um sonho e um mistério.
 
Após a fervura e o estágio nos tradicionais tunéis de madeira vem ao mundo o verdadeiro néctar feito a partir das castas tradicionais Baga ou Poeirinho, Moreto, Trincadeiro e Tinta Pinheiro. Assim se apresenta o nosso vinho com uma cor granada que deixa o apreciador deliciado. Mas para acompanhar o doce e o peixe, para apreciadores “lambareiros”, como em tom de brincadeira se chama a quem só aprecia vinho branco. Em brancos esta freguesia também apresenta excelentes vinhos, a partir das castas tradicionais: Arinto, Bical, Rabo de Ovelha, Fernão Pires, Cercial e Santareno.
 
Mas como o bom vinho casa com o bom prato, logo a gastronomia tem que ser forçosamente abordada. Pois conhecer a gastronomia de uma freguesia é conhecer parte da essência de um povo. Assim não podíamos passar sem dar a conhecer o que é nosso e as nossas raízes gastronómicas, que fazem parte da nossa mesa.
 
O Leitão à Bairrada e os vinhos são os verdadeiros “Ex-Libris” desta Freguesia, do seu povo e seus costumes. A gastronomia de Cordinhã vai buscar as origens ao dia-a-dia das suas gentes, ao que a terra lhes dá.
 
É precisamente nos convívios dos trabalhos agrícolas, árduos e permanentes, interrompidos unicamente aos Domingos e dias de festa, que encontramos as raízes desta gastronomia e a troca dos segredos culinários.
 
Os pratos típicos desta Freguesia são apresentados anualmente na Feira do Vinho e Gastronomia de Cordinhã e glorificam a nossa cozinha tradicional. Sendo um exemplo de como comer bem…
 
Este levantamento gastronómico foi feito pelas Escolas Primárias em 2003 e pela Primeira Comissão da Feira do Vinho e Gastronomia de Cordinhã.
 
São estes os nossos "sabores de terra e mar" que servem de cartão de visita da tradicional hospitalidade tão característica de Cordinhã, que a todo o visitante e amigo oferece sempre um copo de vinho na adega… “A saúde vai um copo?!...”
 
ARTESANATO
 
Telha… 
Estás com a telha…
Sem telha nem beira…   Ou será? Sem eira nem beira?…
Telha canelada…   Telha de canudo…             Telha Nacional…
Telha francesa…
 
Isto do português é complicado. Uma pessoa quer dizer uma coisa e diz outra. Mas nós, neste aspecto, não temos dúvidas. Queremos falar mesmo da telha tradicional, da telha de canudo, da telha artesanal… da telha manufacturada…
Ela produziu-se na freguesia de Cordinhã, pelo menos até à segunda década do século XX. Pensamos que de uma forma sazonal, na Primavera e no Verão, porque os artesãos precisavam de sol para secar a telha moldada, antes da construção do forno de cozedura. 
                               
Os solos da Cordinhã, de predominância argilo/calcários e arenosos variam com uma frequência enorme, sendo normal que, numa propriedade de tamanho inferior a um hectare, surjam mudanças nítidas na sua composição. E, em algumas zonas, hoje ocupadas com floresta, aparecem pequenos nichos de barro moldável. Os habitantes da Cordinhã antiga descobriram isso e aproveitaram para a produção de telha de canudo, que era a única existente na região, antes do aparecimento das fábricas e da chamada telha francesa, hoje utilizada.
 
Eram unidades de produção, registadas nas finanças como propriedade industrial, (conhecemos pelo menos dois registos na freguesia) como acontecia com os moinhos e os lagares. Eram indústrias de tipo familiar, sazonais, aproveitando as épocas de calor, para a secagem da telha ao sol, para depois ir para o forno a cozer.
 
O Barro, depois de ser retirado dos Barreiros, era devidamente separado das impurezas, amassado, moldado, seco ao sol e depois enfornado. Mas haveria fornos construídos de raiz, em pedra e cal, tal como os fornos da cal, também existentes na região? Pensamos que não. Se tal acontecesse haveria vestígios deles, já que esta indústria terá acabado na primeira ou segunda década do século XX. As pessoas inquiridas, com mais de oitenta anos lembram-se do local, mas não se lembram de nenhum forno de telha. Para nós, isto tem uma explicação muito simples. Tal como ainda hoje acontece com alguns oleiros do país, o forno ia sendo construído à medida que se iam acamando as telhas. Colocavam-se várias camadas de telha e lenha com o feitio de um forno. No fim revestia-se tudo com telhas já cozidas e barro e lançava-se o fogo. Ao fim de alguns dias procedia-se ao retirar das telhas inteiras e boas que colocavam no mercado, transportando-as em carros de bois para locais algo distantes como a cidade de Coimbra.
 
“ O restrito mercado que tinha fora devassado. Às aldeolas ermas, onde a telha de Corrocovo se vendia, chegava a concorrência das grandes indústrias. As fábricas da Pampilhosa descarregavam a telha, nos povoados obscuros, mais barata que a do forno da quinta. A pequena indústria ia ser desmantelada e, conseguido isso, a empresa mais forte ficava sozinha em campo.” In, “Casa na Duna” de Carlos de Oliveira.
 
Isto foi o que aconteceu na quinta gandareza da ficção de Carlos de Oliveira e também na Cordinhã, onde a produção não era realizada em nenhuma quinta, pelo menos depois da Revolução de 1820, mas sim, por pequenos agricultores que também eram industriais. A telha de canudo, que também era conhecida por telha nacional em oposição à francesa, isto é, produzida seguindo o modelo francês, das unidades industriais mecanizadas. Por cá, a telha de canudo continuou a ser produzida para cobrir os currais para os animais e as barracas de eira e depois terminou mesmo a sua produção.
 
Dada a sua resistência, ainda hoje se pode ver em algumas casas antigas e telheiros em ruínas. Foi aí que a senhora Violete Ventura (daí o V.V. da assinatura das peças) as foi procurar para fazer as suas bonitas telhas pintadas com os mais diferentes motivos, mas, sobretudo com temas rurais, com cenas agrícolas e animais. Esta artesã, hoje está integrada numa associação da freguesia denominada “Cordinharte”. Esta vai tentar que a arte tenha outros cultores porque a mestre, que só há pouco tempo, teve as primeiras aulas de pintura, é dona de uma sensibilidade artística muito grande e está pronta para ensinar. Esta Associação dedica-se à produção de outras peças de artesanato, nomeadamente na área dos bordados, das pinturas  e das artes decorativas. Algumas dessas peças fazem alusão à vinha e ao vinho e são colocadas à venda, na Expofacic em Cantanhede e sobretudo na Feira do Vinho e da Gastronomia de Cordinhã, que todos os anos se realiza em Junho e que merece a sua visita.
 
EVENTOS ANUAIS
Nossa Senhora da Saúde, dia 15 de Agosto
 
Santo André, dia 30 de Novembro. Mordomos são todos os indivíduos que completam 40 anos no ano em curso.
 
Nossa Senhora de Fátima, com data volante
 
Feira do Vinho e da Gastronomia: Anualmente, no primeiro fim-de-semana de Junho
 
Nossa Senhora do Ó (Ourentela), realiza-se no mês de Dezembro
 
A freguesia também possuí um Mercado Dominical com excelentes instalações para venda de produtos alimentares e uma área asfaltada para montagem de tendas de venda de diversos artigos ao ar livre. Estando sob a administração da Junta de Freguesia, entidade que coordena e gere o mercado desde o dia 30 de Novembro de 1991 (dia da 1-ª feira).